Uma entrevista com o apresentador Denis Peres, dos programas de TV Bahia Náutica e Náutica Brasil é destaque na internet. Em um bate-papo informal com Ismael Santana, do portal Viva Salvador (www.vivasalvador.com.br), Denis revelou sobre a origem dos programas, das dificuldades, sonhos e projetos para os próximos anos.
Quem quiser conferir a matéria na íntegra, pode acessar o link http://www.vivasalvador.com.br/Entrevistas/denis_peres.htm . Vale lembrar que a partir da semana que vem o Bahia Náutica volta ao ar com matérias inéditas, quadros novos, séries novas e muito mais. É só aguardar. Confira as fotos!
quarta-feira, 19 de março de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Uma fábrica de sonhos
Esta semana o Grupo Mata Virgem (estaleiro Corema, Navemar e Star Sea) comemororou 40 anos de atividades marítimas na Bahia. A fim de fazer um vídeo institucional e, claro, comemorativo ao duplo aniversário, eu e Denis fomos lá na Ribeira, onde eles ficam localizados, registrar algumas imagens.
Nem de longe dá pra imaginar que ali, pertinho do Saveiro Clube, numa modesta entrada à direita, está instalado um verdadeiro parque de sonhos, uma espécie de mina a céu a berto, onde homens e mulheres trabalham horas a fio, soldando, lavando, martelando e construindo todos os dias mais um pedaço de um barco, uma balsa, um pesqueiro. No dia da gravação, andei um pouco e de cara vi logo o antigo e saudoso navio Maragogipe, que tanto serviu de travessia para passageiros entre a capital e o recôncavo, docado, repousando no silêncio da enseada das águas calmas da Ribeira. A intenção do grupo, que o adquiriu em um leilão, é reformá-lo inteiramente para voltar a pô-lo na água. Águas que virão.
Mas voltando no tempo, às águas passadas, foram 40 anos de pioneirismo. Passeando com capacetes de proteção sob um sol escaldante de 35º fica fácil imaginar a sensação sufocante de se trabalhar em projetos como esses. Difícil é imaginar como alguém com apenas uma idéia na cabeça e - claro - um pouco de investimento - ergue "do nada" tudo aquilo (fotos abaixo).
Parabéns ao Grupo Mata Virgem, aos funcionários e ao empreendedorismo daqueles que acreditam que é possível, sim, fazer acontecer e ainda ir além. Em breve, por exemplo, eles pretendem ampliar a área do parque, transferindo-se para a Baía de Aratu, um verdadeiro pólo industrial baiano. Fica o nosso desejo de contínuos bons ventos pra essa galera. A matéria completa você vê, em breve, no Bahia Náutica. Fui!
Flávia
Nem de longe dá pra imaginar que ali, pertinho do Saveiro Clube, numa modesta entrada à direita, está instalado um verdadeiro parque de sonhos, uma espécie de mina a céu a berto, onde homens e mulheres trabalham horas a fio, soldando, lavando, martelando e construindo todos os dias mais um pedaço de um barco, uma balsa, um pesqueiro. No dia da gravação, andei um pouco e de cara vi logo o antigo e saudoso navio Maragogipe, que tanto serviu de travessia para passageiros entre a capital e o recôncavo, docado, repousando no silêncio da enseada das águas calmas da Ribeira. A intenção do grupo, que o adquiriu em um leilão, é reformá-lo inteiramente para voltar a pô-lo na água. Águas que virão.
Mas voltando no tempo, às águas passadas, foram 40 anos de pioneirismo. Passeando com capacetes de proteção sob um sol escaldante de 35º fica fácil imaginar a sensação sufocante de se trabalhar em projetos como esses. Difícil é imaginar como alguém com apenas uma idéia na cabeça e - claro - um pouco de investimento - ergue "do nada" tudo aquilo (fotos abaixo).
Parabéns ao Grupo Mata Virgem, aos funcionários e ao empreendedorismo daqueles que acreditam que é possível, sim, fazer acontecer e ainda ir além. Em breve, por exemplo, eles pretendem ampliar a área do parque, transferindo-se para a Baía de Aratu, um verdadeiro pólo industrial baiano. Fica o nosso desejo de contínuos bons ventos pra essa galera. A matéria completa você vê, em breve, no Bahia Náutica. Fui!
Flávia
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Diário de Bordo
Aqui vai, com exclusividade, o diário de bordo da telespectadora e capitã de flotilha do Yacht Clube da Bahia, Tammy Vidal, que em janeiro acompanhou a flotilha de Optimist baiana no disputadíssimo Campeonato Brasileiro, realizado em Foz do Iguaçu.
"Nosso primeiro Campeonato Brasileiro de Optimist em Foz do Iguaçu – PR (9 a 19/01/08) foi uma experiência e tanto! Além de ficarmos 14 dias em um clube lindo demais, ilhados pelo Lago de Itaipu, tivemos o enorme prazer de visitar a Usina de Itaipu e as Cataratas do Iguaçu! Uma riqueza construída pelo homem e a outra dada de presente aos felizes moradores deste mundo de meu Deus!
O Campeonato foi palco de muitas revelações, decepções e uma forte queda com os pés bem fincados no chão! Verdade seja dita: todos os vencedores, e eu incluo pelo menos até o sétimo colocado, nasceu em berço esplêndido! Isso se traduz, no optimist, em treinador exclusivo, clínicas exclusivas, viagens para treinos acompanhado do treinador, em diversas raias do Brasil e do mundo! Isso sem falar no material!! Só serve pra no máximo duas regatas! Um luxo, se pensarmos que qualquer coisa na vela é um tanto caro! Mas é isso aí! É preciso muito mais que boa vontade e muito talento!
E já pensou se depois de você fazer das tripas, coração o piá enjoa de velejar?! Aí, meu irmão, o bicho pega, pois como o optimist tem que ter um apoio geral da família, todo mundo acaba envolvido e se há uma desistência a frustração é geral e a cobrança então... nem se fala! Todo cuidado é pouco!
Estive na raia quase todos os dias, em botes de diferentes estados, e pude com isso observar o comportamento dos outros garotos. Vou contar: é uma choradeira sem fim! Choram meninos e meninas, e os que não choram, ou se trancam num mau humor, ou ficam muito brabos com os seus próprios resultados! São os garotos que não estão nos primeiros lugares, apenas lutam e fazem sua regata querendo uma boa colocação, que dependendo do caso, pode ser até um qüinquagésimo terceiro lugar! É uma luta, eles tem que lidar com tantos sentimentos ao mesmo tempo que eu realmente tiro o meu chapéu pra todos! São uns vencedores! Não importa a colocação! Todos são vencedores! Os primeiros são verdadeiros heróis! Na hora da premiação, eu fiquei olhando os olhos dos meninos... Todos, absolutamente todos queriam estar no lugar dos primeiros! A admiração é muito grande, pois só eles sabem o sufoco que é velejar num optimist, o quanto custou pra eles estarem ali, o quanto tem que treinar pra estar naquele lugar. Alguns apenas sonham, pois o tempo é curto, e logo se “estoura” a idade (15 anos), o peso não é adequado, a altura também não... Mas o sonho está presente na premiação, naquele segundo roubado ao lado do campeão, na foto tirada, no momento inesquecível de estar ali, participando daquilo tudo!
Por isso tudo, parabéns a Bruno, Rafael, Matheus e Kim, do Yacht Clube da Bahia, velejadores de muita garra! Parabéns a Dilsinho, o novo treinador da Flotilha Ogum Marinho, que já na sua chegada enfrentou este desafio! Agora entendo porque se diz que o Optimist forma os futuros campeões na vela, seja lá em que classe for!
Eu como capitã desta flotilha, sinto-me honrada de ter participado de tudo, vivido tudo ao lado destes garotos! Não somos mais marinheiros de primeira viagem! 2009 vem aí! Por isso, torno a dizer: nosso primeiro Campeonato Brasileiro de Optimist foi uma experiência e tanto!
Tammy Vidal
PS: confira as fotos abaixo. Crédito: Tammy Vidal.
"Nosso primeiro Campeonato Brasileiro de Optimist em Foz do Iguaçu – PR (9 a 19/01/08) foi uma experiência e tanto! Além de ficarmos 14 dias em um clube lindo demais, ilhados pelo Lago de Itaipu, tivemos o enorme prazer de visitar a Usina de Itaipu e as Cataratas do Iguaçu! Uma riqueza construída pelo homem e a outra dada de presente aos felizes moradores deste mundo de meu Deus!
O Campeonato foi palco de muitas revelações, decepções e uma forte queda com os pés bem fincados no chão! Verdade seja dita: todos os vencedores, e eu incluo pelo menos até o sétimo colocado, nasceu em berço esplêndido! Isso se traduz, no optimist, em treinador exclusivo, clínicas exclusivas, viagens para treinos acompanhado do treinador, em diversas raias do Brasil e do mundo! Isso sem falar no material!! Só serve pra no máximo duas regatas! Um luxo, se pensarmos que qualquer coisa na vela é um tanto caro! Mas é isso aí! É preciso muito mais que boa vontade e muito talento!
E já pensou se depois de você fazer das tripas, coração o piá enjoa de velejar?! Aí, meu irmão, o bicho pega, pois como o optimist tem que ter um apoio geral da família, todo mundo acaba envolvido e se há uma desistência a frustração é geral e a cobrança então... nem se fala! Todo cuidado é pouco!
Estive na raia quase todos os dias, em botes de diferentes estados, e pude com isso observar o comportamento dos outros garotos. Vou contar: é uma choradeira sem fim! Choram meninos e meninas, e os que não choram, ou se trancam num mau humor, ou ficam muito brabos com os seus próprios resultados! São os garotos que não estão nos primeiros lugares, apenas lutam e fazem sua regata querendo uma boa colocação, que dependendo do caso, pode ser até um qüinquagésimo terceiro lugar! É uma luta, eles tem que lidar com tantos sentimentos ao mesmo tempo que eu realmente tiro o meu chapéu pra todos! São uns vencedores! Não importa a colocação! Todos são vencedores! Os primeiros são verdadeiros heróis! Na hora da premiação, eu fiquei olhando os olhos dos meninos... Todos, absolutamente todos queriam estar no lugar dos primeiros! A admiração é muito grande, pois só eles sabem o sufoco que é velejar num optimist, o quanto custou pra eles estarem ali, o quanto tem que treinar pra estar naquele lugar. Alguns apenas sonham, pois o tempo é curto, e logo se “estoura” a idade (15 anos), o peso não é adequado, a altura também não... Mas o sonho está presente na premiação, naquele segundo roubado ao lado do campeão, na foto tirada, no momento inesquecível de estar ali, participando daquilo tudo!
Por isso tudo, parabéns a Bruno, Rafael, Matheus e Kim, do Yacht Clube da Bahia, velejadores de muita garra! Parabéns a Dilsinho, o novo treinador da Flotilha Ogum Marinho, que já na sua chegada enfrentou este desafio! Agora entendo porque se diz que o Optimist forma os futuros campeões na vela, seja lá em que classe for!
Eu como capitã desta flotilha, sinto-me honrada de ter participado de tudo, vivido tudo ao lado destes garotos! Não somos mais marinheiros de primeira viagem! 2009 vem aí! Por isso, torno a dizer: nosso primeiro Campeonato Brasileiro de Optimist foi uma experiência e tanto!
Tammy Vidal
PS: confira as fotos abaixo. Crédito: Tammy Vidal.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Em Salvador, o que não é possível?
Estando em Salvador o que não é possível?
Eu aposto em tudo, quado se trata de criatividade. No domingo (13) aconteceu no Dique do Tororó a I Regata Cidade do Salvador, reunindo cerca de dez barcos da classe Optimist no lago que na maior parte do tempo é dos pedalinhos, alguns remadores e principalmente dos pescadores de fim de semana.
A galera da Pato Rico, depois de inovar com o Circuito Náutico das Barragens, apostou também em provas de vela no Dique e deu certo. O público compareceu, os pescadores, patrocinadores e, claro, o Bahia Náutica, que mais uma vez registrou todo o evento.
O que vale a pena dizer é que, como a classe é voltada pra crianças tem a grande vantagem de mostrar pra todo mundo que "qualquer um" pode começar. Elas estavam lá, aproveitando as rajadas, o lindo dia de sol e cumprindo com o imensurável papel de suscitar e divulgar a vela - não como um esporte de elite - mas apenas como um esporte, possível de ser realizado até lá, em pleno Dique, enquanto centenas de carros e corredores passavam em volta. Quem quis ver de perto e "pagou" pra ver, ainda pôde ter noções de vela a bordo de um dingue com o professor Serginho. Todo um esforço pra dizer "venha que vale a pena" e também para sacudir um pouco cartões-postais como o Dique, tão abandonados como outros pontos da cidade. Popó apareceu lá. Tonho Matéria também. Denis, idem. Eu, doente, apareci lá. E você? Por que não foi?!
É verão na cidade. É verão na Baía mais bonita e navegável do país! O convite está feito! Vamos todos para a água! Por cima, por baixo. Não importa. E em tempos em que até o rei momo agora é magro, me responda, estando em Salvador, o que é impossível de se realizar?! Acredite: nada! Por isso, vamos todos , todos navegar!
Flávia
Eu aposto em tudo, quado se trata de criatividade. No domingo (13) aconteceu no Dique do Tororó a I Regata Cidade do Salvador, reunindo cerca de dez barcos da classe Optimist no lago que na maior parte do tempo é dos pedalinhos, alguns remadores e principalmente dos pescadores de fim de semana.
A galera da Pato Rico, depois de inovar com o Circuito Náutico das Barragens, apostou também em provas de vela no Dique e deu certo. O público compareceu, os pescadores, patrocinadores e, claro, o Bahia Náutica, que mais uma vez registrou todo o evento.
O que vale a pena dizer é que, como a classe é voltada pra crianças tem a grande vantagem de mostrar pra todo mundo que "qualquer um" pode começar. Elas estavam lá, aproveitando as rajadas, o lindo dia de sol e cumprindo com o imensurável papel de suscitar e divulgar a vela - não como um esporte de elite - mas apenas como um esporte, possível de ser realizado até lá, em pleno Dique, enquanto centenas de carros e corredores passavam em volta. Quem quis ver de perto e "pagou" pra ver, ainda pôde ter noções de vela a bordo de um dingue com o professor Serginho. Todo um esforço pra dizer "venha que vale a pena" e também para sacudir um pouco cartões-postais como o Dique, tão abandonados como outros pontos da cidade. Popó apareceu lá. Tonho Matéria também. Denis, idem. Eu, doente, apareci lá. E você? Por que não foi?!
É verão na cidade. É verão na Baía mais bonita e navegável do país! O convite está feito! Vamos todos para a água! Por cima, por baixo. Não importa. E em tempos em que até o rei momo agora é magro, me responda, estando em Salvador, o que é impossível de se realizar?! Acredite: nada! Por isso, vamos todos , todos navegar!
Flávia
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Dolce Vita!
Todo mundo sonha em dar uma volta ao mundo. A bordo de um barco, então... Mas há sempre muitos "mas" que boicotam a realização dos nossos sonhos. Trabalhando em um programa como o nosso, a todo momento somos surpreendidos com cases e mais cases de gente que simplesmente se levaram a sério e pagaram o preço e a ousadia de vivenciar os seus sonhos...
Sempre perguntam se a gente não aguenta mais ouvir as mesmas perguntas, às vezes as mesmas respostas, mas no fundo, sempre - sempre - é diferente. Há o cara que não se preparou e foi aprendendo no mar as venturas e desventuras do risco, há aqueles que apenas cruzeiram na Baía de Todos os Santos, há os que desistem, mas negam e os que botam a mão na massa e, não satisfeitos, constroem o objeto que vão lhes levar até o seu grande desejo: navegar. Não importa como.
Esta semana estivemos a bordo do Dolce Vita, um veleiro OVNI de 43 pés, que por intermédio do amigo do programa, Sérgio Catão, tornou possível a gravação de uma matéria bastante interessante. Por quê? O comandante Vincent, a Patrícia e seus dois filhos saíram da França, deixando pra trás uma vida totalmente estruturada e partiram para uma volta ao mundo. Nada fácil como possa parecer...tem toda uma história de desapego, preparação, cultura, mas, sobretudo, decisão e atitude. Tudo que você confere em detalhes a partir deste domingo (23) no Bahia Náutica. Tudo que faz com que cada história seja uma história e a vida da gente ganhe um significado novo ao aperto de cada REC.
Bons ventos e feliz natal!
PS: já escolheu seu cartão? Se não, desce mais um pouquinho e mãos à obra!
Flávia
Sempre perguntam se a gente não aguenta mais ouvir as mesmas perguntas, às vezes as mesmas respostas, mas no fundo, sempre - sempre - é diferente. Há o cara que não se preparou e foi aprendendo no mar as venturas e desventuras do risco, há aqueles que apenas cruzeiram na Baía de Todos os Santos, há os que desistem, mas negam e os que botam a mão na massa e, não satisfeitos, constroem o objeto que vão lhes levar até o seu grande desejo: navegar. Não importa como.
Esta semana estivemos a bordo do Dolce Vita, um veleiro OVNI de 43 pés, que por intermédio do amigo do programa, Sérgio Catão, tornou possível a gravação de uma matéria bastante interessante. Por quê? O comandante Vincent, a Patrícia e seus dois filhos saíram da França, deixando pra trás uma vida totalmente estruturada e partiram para uma volta ao mundo. Nada fácil como possa parecer...tem toda uma história de desapego, preparação, cultura, mas, sobretudo, decisão e atitude. Tudo que você confere em detalhes a partir deste domingo (23) no Bahia Náutica. Tudo que faz com que cada história seja uma história e a vida da gente ganhe um significado novo ao aperto de cada REC.
Bons ventos e feliz natal!
PS: já escolheu seu cartão? Se não, desce mais um pouquinho e mãos à obra!
Flávia
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Tudo Odara!
Depois de velejar num Open 60, ver totalmente pronto elindo o catamarã de 43 pés da B3 ( o Igarité) e filmar a largada da B to B na última quinta-feira, achei que tinha fechado a semana com chave de ouro. Achei. Com uma enorme gentileza, o amigo e velejador Nelio Taboada nos convidou para uma velejada no último sábado (1º) a bordo de nada mais, nada menos do que o Odara; uma verdadeira lenda do mar da Bahia, com quase 50 pés e mais de 150 fitas-azuis.
O que Nelito não tinha falado era que o passeio tinha mais um "plus". Ele havia convidado também outros amigos nevagadores de lancha, mas mais conhecidos no meio como os lancheiros, que até então nunca tinham sequer velejado, imaginem num "puro sangue" como eles próprios definiram. E lá fomos nós: sábado, sol, vento e a expectativa de uma velejada maravilhosa na Baía de Todos os Santos, que no mesmo dia recebia também diversas classes, incluindo os saveiros, em mais uma edição da Regata Marcílio Dias, promovida pela Capitania dos Portos.
De cara o Odara mostrou o porquê da fama. Rapidamente fomos orçando e alcançando uma velocidade surpreendente de cerca de 15 nós, com todos se revezando no timão e ajudando nas manobras e ajustes das velas. Destaque especial para "Seu Zé", que há mais de 20 anos timoneia o barco e como ele mesmo definiu, conhece cada rebite do Odara. Destaque também para a disposição dos "meninos" lancheiros, a maioria com mais de 50 e com disposição de dar inveja. A certa altura, as comparações eram inevitáveis entre vela e motor, ao que no final, apesar do consenso de que cada um tinha a sua finalidade, pendeu-se para a eterna poesia do balanço das velas ao vento! Tanto que agora eles já pensam seriamente em adquirir um barquinho pra começarem a lidar. Até lá, o próximo passeio já tá marcado para a véspera do carnaval; dessa vez com direito a filmagem para registrar mais um velho e sempre novo feito do Odara: congregar. Acima de tudo gente apaixonada pelo mar.
Parabéns a toda a tripulação e principalmente a NelitoTaboada, que por unanimidade de quem estava a bordo já nos deu um incrível presente antecipado de natal! Confira as fotos.
Flávia
O que Nelito não tinha falado era que o passeio tinha mais um "plus". Ele havia convidado também outros amigos nevagadores de lancha, mas mais conhecidos no meio como os lancheiros, que até então nunca tinham sequer velejado, imaginem num "puro sangue" como eles próprios definiram. E lá fomos nós: sábado, sol, vento e a expectativa de uma velejada maravilhosa na Baía de Todos os Santos, que no mesmo dia recebia também diversas classes, incluindo os saveiros, em mais uma edição da Regata Marcílio Dias, promovida pela Capitania dos Portos.
De cara o Odara mostrou o porquê da fama. Rapidamente fomos orçando e alcançando uma velocidade surpreendente de cerca de 15 nós, com todos se revezando no timão e ajudando nas manobras e ajustes das velas. Destaque especial para "Seu Zé", que há mais de 20 anos timoneia o barco e como ele mesmo definiu, conhece cada rebite do Odara. Destaque também para a disposição dos "meninos" lancheiros, a maioria com mais de 50 e com disposição de dar inveja. A certa altura, as comparações eram inevitáveis entre vela e motor, ao que no final, apesar do consenso de que cada um tinha a sua finalidade, pendeu-se para a eterna poesia do balanço das velas ao vento! Tanto que agora eles já pensam seriamente em adquirir um barquinho pra começarem a lidar. Até lá, o próximo passeio já tá marcado para a véspera do carnaval; dessa vez com direito a filmagem para registrar mais um velho e sempre novo feito do Odara: congregar. Acima de tudo gente apaixonada pelo mar.
Parabéns a toda a tripulação e principalmente a NelitoTaboada, que por unanimidade de quem estava a bordo já nos deu um incrível presente antecipado de natal! Confira as fotos.
Flávia
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A vida depois dos 60
Longe eu estou de chegar lá, e por mais que noticie e os veja agora tão de perto, não podia imaginar que pudesse velejar a bordo de um Open 60. Ao chegar no Terminal Náutico no último domingo (25) meu objetivo era fazer algumas imagens do evento de pré-largada da Transat B to B na lancha da imprensa, que tanto tem ido e vindo pela Baía de Todos os Santos desde o início da temporada internacional de regatas em Salvador. Mas...nos imprevistos e acertos do tempo, o Luiz Serpa - organizador da prova - cogitou a possibilidade de irmos velejando em alguns dos três veleiros que participaram do passeio: o o Cheminées Poujoulat, Brit Air e o Foncia; vencedor na classe nesta edição da Transat Jacques Vabre.
Confusões à parte na "dança" dos idiomas e algum tempo depois os grupos foram se dividindo, conforme orientação do Luiz entre os Open 60. Eu terminei ficando no Cheminées Poujoulat, que alémde não contar com o skipper Bernard Stamm a bordo fez o trecho entre o Terminal Náutico e o Yacht Clube da Bahia no motor! Isso mesmo: motorando! Por isso, a minha euforia inicial foi minguando, minguando até que chegássemos ao clube e as resenhas se formassem. Kim Vidal, velejador de Optimist e atual campeão baiano, com apenas 11 anos foi velejando junto com a turma do Bri t Air. Conclusão: enlouqueceu! (rsss). Tammy, mãe de Kim e também apaixonada por vela, mas que nunca havi velejado de Oceano, também! E eu, com poucas histórias pra contar fui me deliciando com as fotos e comentários dos felizardos; até que o Luiz veio me dizer, que daria pra eu voltar no Foncia.
Algumas horas se passaram e a expectativa geral era que os skippers retornassem do almoço oferecido no Yacht Clube da Bahia para ver quem realmente poderia embarcar e voltar velejando de volta ao Terminal. E dessa vez foi o contrário: Brit Air voltou motorando, Cheminées Poujoulat finalmente levantou as velas e o Foncia...bom, o Foncia era um caso à parte, pois o comandante Michel Desjoyaux fez questão levar a bordo as crianças da Escola de Optimist do Yacht Clube junto! E aí já viu! Foi aquela algaszarra da turminha, que junto com o professor e velejador Ricardo Câmara deram um tom a mais na velejada. Gritos, sorrisos, perguntas, fotos, adrenalina e uma alegria onde menino pequeno e gente grande era uma coisa só, inclusive eu, que consegui embarcar e levar um susto logo no início, quando o barco de uma hora pra outro, simplesmente VOOU na Baía de Todos os Santos. Quilha, leme, bulbo, tudo à mostra enquanto o barco adernava quase o tempo inteiro!
Confesso que fiquei impressionada com a velocidade e a habilidade dos skippers. Enquanto todo mundo se segurava para não ir junto com a ponta da retranca na água, eles ficavam em pé, tranquilos, como se nada de anormal tivesse acontecendo. Diante de tanta coisa em tão pouco tempo, foi difícil filmar, fotografar e velejar, mas a experiência, foi, sem dúvida, uma das mais felizes da minha vida. Pena mesmo foi os poucos barcos que acompanharam essa bela festa da vela bem aqui na nossa baía. À exceção, claro de Yam Vidal, que a bordo do seu hobie cat fez jus ao apelido que ganhou da imprensa nessa temporada: o "xereta" das regatas. Acho que além de xereta o que ele é mesmo é um apaixonado. E apaixonado que é apaixonado, vai pra água!
Pena também o acesso restrito ao Terminal, onde barcos que fazem a história da vela mundial, estão ancorados. Pena essa sensação de que emoções como essas, vividas neste domingo, são para poucos. Pena um certo ar de desperdício de tanta coisa interessante acontecendo sem um público à altura para vibrar junto. É como se ao final de um Grande Prêmio houvesse apenas alguns torcedores na arquibancada e os pilotos ficasse à espera de perguntas, de barcos ou apenas do calor humano que o país e, principalmente a nossa terra se orgulha de ter. Só pra se ter uma idéia, na largada dessas regatas na Europa, por exemplo, milhares de pessoas acompanham de perto os eventos. Elas têm acesso às marinas, podem conhecer skippers e os barcos de perto, porque só assim podem entender ou apenas curtir o esporte . O único evento onde algo parecido aconteceu foi durante a passagem do Brasil 1 ao Rio de Janeiro durante a Volvo Ocean Race, em 2006.
Uma pena. Mas enquanto coisas como essas ainda acontecem, tem gente trabalhando para fazer a vela acontecer e poder, quem sabe, tornar Salvador não só uma cidade que recebe grandes eventos internacionais, mas que também participa e aproveita a baía mais linda do mundo!
Até lá, seguimos a bordo. E quer saber? Lamento quem perdeu ou vai continnuar perdendo, até porque a vida - depois dos 60 - agora vale muito mais a pena! Eu, pelo menos, ADOREI!
Flávia
Crédito das fotos: Flávia Figueirêdo e Tammy Vidal
Confusões à parte na "dança" dos idiomas e algum tempo depois os grupos foram se dividindo, conforme orientação do Luiz entre os Open 60. Eu terminei ficando no Cheminées Poujoulat, que alémde não contar com o skipper Bernard Stamm a bordo fez o trecho entre o Terminal Náutico e o Yacht Clube da Bahia no motor! Isso mesmo: motorando! Por isso, a minha euforia inicial foi minguando, minguando até que chegássemos ao clube e as resenhas se formassem. Kim Vidal, velejador de Optimist e atual campeão baiano, com apenas 11 anos foi velejando junto com a turma do Bri t Air. Conclusão: enlouqueceu! (rsss). Tammy, mãe de Kim e também apaixonada por vela, mas que nunca havi velejado de Oceano, também! E eu, com poucas histórias pra contar fui me deliciando com as fotos e comentários dos felizardos; até que o Luiz veio me dizer, que daria pra eu voltar no Foncia.
Algumas horas se passaram e a expectativa geral era que os skippers retornassem do almoço oferecido no Yacht Clube da Bahia para ver quem realmente poderia embarcar e voltar velejando de volta ao Terminal. E dessa vez foi o contrário: Brit Air voltou motorando, Cheminées Poujoulat finalmente levantou as velas e o Foncia...bom, o Foncia era um caso à parte, pois o comandante Michel Desjoyaux fez questão levar a bordo as crianças da Escola de Optimist do Yacht Clube junto! E aí já viu! Foi aquela algaszarra da turminha, que junto com o professor e velejador Ricardo Câmara deram um tom a mais na velejada. Gritos, sorrisos, perguntas, fotos, adrenalina e uma alegria onde menino pequeno e gente grande era uma coisa só, inclusive eu, que consegui embarcar e levar um susto logo no início, quando o barco de uma hora pra outro, simplesmente VOOU na Baía de Todos os Santos. Quilha, leme, bulbo, tudo à mostra enquanto o barco adernava quase o tempo inteiro!
Confesso que fiquei impressionada com a velocidade e a habilidade dos skippers. Enquanto todo mundo se segurava para não ir junto com a ponta da retranca na água, eles ficavam em pé, tranquilos, como se nada de anormal tivesse acontecendo. Diante de tanta coisa em tão pouco tempo, foi difícil filmar, fotografar e velejar, mas a experiência, foi, sem dúvida, uma das mais felizes da minha vida. Pena mesmo foi os poucos barcos que acompanharam essa bela festa da vela bem aqui na nossa baía. À exceção, claro de Yam Vidal, que a bordo do seu hobie cat fez jus ao apelido que ganhou da imprensa nessa temporada: o "xereta" das regatas. Acho que além de xereta o que ele é mesmo é um apaixonado. E apaixonado que é apaixonado, vai pra água!
Pena também o acesso restrito ao Terminal, onde barcos que fazem a história da vela mundial, estão ancorados. Pena essa sensação de que emoções como essas, vividas neste domingo, são para poucos. Pena um certo ar de desperdício de tanta coisa interessante acontecendo sem um público à altura para vibrar junto. É como se ao final de um Grande Prêmio houvesse apenas alguns torcedores na arquibancada e os pilotos ficasse à espera de perguntas, de barcos ou apenas do calor humano que o país e, principalmente a nossa terra se orgulha de ter. Só pra se ter uma idéia, na largada dessas regatas na Europa, por exemplo, milhares de pessoas acompanham de perto os eventos. Elas têm acesso às marinas, podem conhecer skippers e os barcos de perto, porque só assim podem entender ou apenas curtir o esporte . O único evento onde algo parecido aconteceu foi durante a passagem do Brasil 1 ao Rio de Janeiro durante a Volvo Ocean Race, em 2006.
Uma pena. Mas enquanto coisas como essas ainda acontecem, tem gente trabalhando para fazer a vela acontecer e poder, quem sabe, tornar Salvador não só uma cidade que recebe grandes eventos internacionais, mas que também participa e aproveita a baía mais linda do mundo!
Até lá, seguimos a bordo. E quer saber? Lamento quem perdeu ou vai continnuar perdendo, até porque a vida - depois dos 60 - agora vale muito mais a pena! Eu, pelo menos, ADOREI!
Flávia
Crédito das fotos: Flávia Figueirêdo e Tammy Vidal
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Boom!
O convite era inusitado, mas, vamos combinar: também tentador! Gravar a simulação de uma explosão com vazamento de óleo no Porto de Aratu, envolvendo a Base Naval , Capitania dos Portos, Braskem, Dow química , Ford, Moinho Aratu e todas as empresas no entorno do Porto.
E lá fomos nós! Kilômetros pela BR, lancha até o barco, barco até o meio da Baía, onde uma grande equipe já começava os trabalhos de simulação. Tudo como manda o figurino, com aviso pelo rádio da explosão, chamado da equipe, cronometragem do tempo, acionamento da Capitania e até um veleiro de esporte e recreio que, mesmo sem estar oficialmente no script, apareceu no meio da operação para dar um tempero a mais de realidade.
Foram cerca de duas a três horas, envolvendo todo o processo de ação até a abortagem da operação e a reunião de todos os envolvidos, inclusive o Bahia Náutica, para avaliar tudo aquilo que tinha acontecido. E aí surgem as perguntas: " E se tivesse chovendo?" " E se tudo isso ocorresse num domingo ou num carnaval, quando as equipes são reduzidas?" "E se?" "E se?". Enfim, os "ses" são muitos, mas a precaução em encontrar respostas para tantas variáveis são discutidas e visualizadas para serem postas em prática o quanto antes. A simulação que ocorreu, nesse último dia 21, por exemplo, foi na vazante da maré e com vento contra o tempo inteiro; uma das condições mais adversas que se pode ter na contenção de incêndio e vazamento.
Apesar de alguns pontos a serem corrigidos, a avaliação foi bastante positiva. A atuação da Hidroclean, empresa responsável pela segurança e preservação do meio ambiente nesse caso, foi excelente. Ponto pra eles e pro Márcio Maciel, coordenador da operação, e que mais uma vez, nos sugeriu uma interessante matéria. Uma questão levantada por Denis foi, inclusive, a divulgação de ações como essas para a imprensa como um todo. Muitos veículos de comunicação e a própria comunidade náutica muitas vezes ficam alheios a procedimentos fundamentais realizados dentro de bases com acesso restrito, como no caso de Aratu. O resultado é uma brecha aberta à geração de conflitos de informação quando o "bicho pega", no caso de um acidente real.
As imagens de tudo que aconteceu você confere nos próximos programas. Até lá, consegui bater apenas algumas fotos, devido ao tempo e à restrição do uso de equipamentos fotográficos. Mas dá pra ter uma idéia, né?!
Flávia
E lá fomos nós! Kilômetros pela BR, lancha até o barco, barco até o meio da Baía, onde uma grande equipe já começava os trabalhos de simulação. Tudo como manda o figurino, com aviso pelo rádio da explosão, chamado da equipe, cronometragem do tempo, acionamento da Capitania e até um veleiro de esporte e recreio que, mesmo sem estar oficialmente no script, apareceu no meio da operação para dar um tempero a mais de realidade.
Foram cerca de duas a três horas, envolvendo todo o processo de ação até a abortagem da operação e a reunião de todos os envolvidos, inclusive o Bahia Náutica, para avaliar tudo aquilo que tinha acontecido. E aí surgem as perguntas: " E se tivesse chovendo?" " E se tudo isso ocorresse num domingo ou num carnaval, quando as equipes são reduzidas?" "E se?" "E se?". Enfim, os "ses" são muitos, mas a precaução em encontrar respostas para tantas variáveis são discutidas e visualizadas para serem postas em prática o quanto antes. A simulação que ocorreu, nesse último dia 21, por exemplo, foi na vazante da maré e com vento contra o tempo inteiro; uma das condições mais adversas que se pode ter na contenção de incêndio e vazamento.
Apesar de alguns pontos a serem corrigidos, a avaliação foi bastante positiva. A atuação da Hidroclean, empresa responsável pela segurança e preservação do meio ambiente nesse caso, foi excelente. Ponto pra eles e pro Márcio Maciel, coordenador da operação, e que mais uma vez, nos sugeriu uma interessante matéria. Uma questão levantada por Denis foi, inclusive, a divulgação de ações como essas para a imprensa como um todo. Muitos veículos de comunicação e a própria comunidade náutica muitas vezes ficam alheios a procedimentos fundamentais realizados dentro de bases com acesso restrito, como no caso de Aratu. O resultado é uma brecha aberta à geração de conflitos de informação quando o "bicho pega", no caso de um acidente real.
As imagens de tudo que aconteceu você confere nos próximos programas. Até lá, consegui bater apenas algumas fotos, devido ao tempo e à restrição do uso de equipamentos fotográficos. Mas dá pra ter uma idéia, né?!
Flávia
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Rolou a festa!
Rapaz que festa!
Tava todo mundo lá! Meus amigos apareceram em massa pra levar um abraço pra mim e pra toda equipe do Bahia Náutica e Náutica Brasil. Até o Rato veio do Rio, o Gustavo Pacheco, que é o único brasileiro que teve competência e técnica pra terminar uma Regata Mini Transat. Um dos maiores nomes da vela do Brasil esteve lá pra me deixar mais feliz.
E o Belov!Três voltas ao mundo!!! E em solitário! Sabe que eu já ouvi de uns velejadores de varanda, (aqueles que velejam o mundo todo da varanda de seus clubes) dizerem que o Aleixo não sabe velejar!!!!!
Eles certamente sabem! O Aleixo que é um cidadão do mundo, que circunavegou o planeta três vezes sozinho apareceu lá no Gengibre pra me dar um abraço!
Foi muito bom! Não dá pra citar nomes porque mais de duzentas pessoas eu vou acabar esquecendo mesmo de alguém, então vou simplificar: obrigado a TODOS!
Valeu por tudo! Pelo apoio, pelos abraços, pelo carinho, e sobretudo pela confiança de nossos patrocinadores que entendem a seriedade de nosso trabalho e estão conosco incondicionalmente.
E vamos em frente!
Um Abração!
Denis Peres
Tava todo mundo lá! Meus amigos apareceram em massa pra levar um abraço pra mim e pra toda equipe do Bahia Náutica e Náutica Brasil. Até o Rato veio do Rio, o Gustavo Pacheco, que é o único brasileiro que teve competência e técnica pra terminar uma Regata Mini Transat. Um dos maiores nomes da vela do Brasil esteve lá pra me deixar mais feliz.
E o Belov!Três voltas ao mundo!!! E em solitário! Sabe que eu já ouvi de uns velejadores de varanda, (aqueles que velejam o mundo todo da varanda de seus clubes) dizerem que o Aleixo não sabe velejar!!!!!
Eles certamente sabem! O Aleixo que é um cidadão do mundo, que circunavegou o planeta três vezes sozinho apareceu lá no Gengibre pra me dar um abraço!
Foi muito bom! Não dá pra citar nomes porque mais de duzentas pessoas eu vou acabar esquecendo mesmo de alguém, então vou simplificar: obrigado a TODOS!
Valeu por tudo! Pelo apoio, pelos abraços, pelo carinho, e sobretudo pela confiança de nossos patrocinadores que entendem a seriedade de nosso trabalho e estão conosco incondicionalmente.
E vamos em frente!
Um Abração!
Denis Peres
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Bahia Náutica - 6 anos pelos mares da Bahia e do Brasil!
Mais de 300 edições, de 800 pautas, quase mil entrevistados, mais de 120 horas no ar e muita, muita aventura e informação ao longo de 6 anos a bordo! Em meio a tormentas e marolas, motivos não faltam para comemorar! Por isso o programa recebe imprensa, amigos e convidados numa grande festa no próximo dia 6 de novembro no restaurante Gengibre, às 20h, na Bahia Marina, em Salvador.
O evento promete atrair não só os grandes empresários do setor, como também parceiros e amigos numa confraternização que contará com uma enorme estrutura para receber os convidados. Na ocasião, um dos mais respeitados engenheiros navais do país, Jorge Nasseh, também estará presente junto com o Estaleiro baiano B3, autografando o seu mais recente livro: “Barcos – Métodos Avançados de Construção em Composites”.
Com apresentação, direção e edição de Denis Peres o programa vem atraindo cada vez mais parceiros e a audiência do público em diferentes cantos do mundo. Não é raro entrar num barco em Santa Catarina, Recife, Paraíba, Fernando de Noronha e ver, ali, um DVD com imagens nossas sendo passado ou receber um e-mail de outro país, de um velejador que solitário viu no programa uma oportunidade de divulgar o seu feito. Cases e mais cases. O que não falta são histórias ao longo de todo esse tempo em que, velejadores, pilotos, mergulhadores, empresários, políticos, pescadores e muitas vezes, “simples mortais”, desafiaram o lugar-comum para escreverem também um capítulo em nossa história; onde você também passa a ser o nosso convidado.
Pela cidade, diversos outdoors estão espalhados em uma edição pra lá de comemorativa, pelas avenidas Lucaia, Garibaldi e Vale do Canela. Veja abaixo alguns clicks e, mais do que nunca, bem-vindo a bordo!
O evento promete atrair não só os grandes empresários do setor, como também parceiros e amigos numa confraternização que contará com uma enorme estrutura para receber os convidados. Na ocasião, um dos mais respeitados engenheiros navais do país, Jorge Nasseh, também estará presente junto com o Estaleiro baiano B3, autografando o seu mais recente livro: “Barcos – Métodos Avançados de Construção em Composites”.
Com apresentação, direção e edição de Denis Peres o programa vem atraindo cada vez mais parceiros e a audiência do público em diferentes cantos do mundo. Não é raro entrar num barco em Santa Catarina, Recife, Paraíba, Fernando de Noronha e ver, ali, um DVD com imagens nossas sendo passado ou receber um e-mail de outro país, de um velejador que solitário viu no programa uma oportunidade de divulgar o seu feito. Cases e mais cases. O que não falta são histórias ao longo de todo esse tempo em que, velejadores, pilotos, mergulhadores, empresários, políticos, pescadores e muitas vezes, “simples mortais”, desafiaram o lugar-comum para escreverem também um capítulo em nossa história; onde você também passa a ser o nosso convidado.
Pela cidade, diversos outdoors estão espalhados em uma edição pra lá de comemorativa, pelas avenidas Lucaia, Garibaldi e Vale do Canela. Veja abaixo alguns clicks e, mais do que nunca, bem-vindo a bordo!
Naufrágios, arqueologia, cultura. Tudo no fundo da Baía de Todos os Santos
Durante três dias - 24, 25 e 26 de outubro - Itaparica foi o palco de um grande evento para os amantes do mar, da história e sobretudo da cultura e do potencial da Baía de Todos os Santos: o Simpósio Internacional - Arqueologia Marítima nas Américas: ocupações litorâneas, barcos e navios, portos e áreas portuárias".
O evento, promovido pela prefeitura de Itaparica em conjunto com a Secretaria de Turismo do município Universidade federal da Bahia (UFBA) e Unesco, trouxe para a ilha representantes, estudiosos e especialistas de diversas partes do país e do mundo ligados ao tema, como os arqueólogo paulista Gilson Rambelli e a mexicana Pilar Luna Erreguerena.
O objetivo era realizar o estudo sistemático, a preservação e a divulgação do patrimônio cultural subaquático correspondente aos sítios arqueológicos de naufrágios, de áreas portuárias, santuários submersos e os de ocupações litorâneas pré-coloniais, coloniais e modernos na Baia de Todos os Santos. O reitor da UFBA, Naomar Almeida, o prefeito de Itaparica, Claudio Neves, o deputado Sérgio Barradas e demais representantes, assinaram acordo onde firma-se a intenção e a parceria para criar dentro da Baía de Todos os Santos a primeira "universidade aberta" aos estudos subaquáticos, garantindo, assim, um maior controle e preservação dos sítios arqueológicos do Estado. As imagens você confere nos próximos programas. Enquanto isso, confira abaixo algumas fotos e registros de uma tarde maravilhosa em Itaparica.
O evento, promovido pela prefeitura de Itaparica em conjunto com a Secretaria de Turismo do município Universidade federal da Bahia (UFBA) e Unesco, trouxe para a ilha representantes, estudiosos e especialistas de diversas partes do país e do mundo ligados ao tema, como os arqueólogo paulista Gilson Rambelli e a mexicana Pilar Luna Erreguerena.
O objetivo era realizar o estudo sistemático, a preservação e a divulgação do patrimônio cultural subaquático correspondente aos sítios arqueológicos de naufrágios, de áreas portuárias, santuários submersos e os de ocupações litorâneas pré-coloniais, coloniais e modernos na Baia de Todos os Santos. O reitor da UFBA, Naomar Almeida, o prefeito de Itaparica, Claudio Neves, o deputado Sérgio Barradas e demais representantes, assinaram acordo onde firma-se a intenção e a parceria para criar dentro da Baía de Todos os Santos a primeira "universidade aberta" aos estudos subaquáticos, garantindo, assim, um maior controle e preservação dos sítios arqueológicos do Estado. As imagens você confere nos próximos programas. Enquanto isso, confira abaixo algumas fotos e registros de uma tarde maravilhosa em Itaparica.
domingo, 28 de outubro de 2007
A Viagem - Parte II!
Sexta-feira – 21/09
15:00
Então vamos lá! Voltamos pro Cabanga o mais rápido possível pra atender logo esta exigência da regata, que parece um pouco chata, mas só quando se tem um problema em alto mar é que se dá valor a tudo o que a Capitania dos Portos exige que tenhamos a bordo.
Assim que pisei no Cabanga, já encontrei os oficiais à inha procura. Pegamos o bote e fomos direto pro brco. Por mais seguro que eu me sentia em relação à lista de exigências, sempre tem um detalhe que aparece e é preciso sanar.
No caso do “Adrenalina Pura” por exemplo, o que parecia impossível aconteceu; é que este ano a Marinha passou a exigir um colete Classe 01, que vem equipado com uma lâmpada que acende assim que toma contato com a água. E é um ótimo equipamento. No Adrenalina os coletes são importados, e não só têm a tal lampadinha, como inflam ao contato com a água e têm tecnologia de ponta. A Marinha não aceitava!!!
Pois é; eu também acho. Mas...
Começamos com a relação: eles me pediam, sentados na gaiuta de entrada, porém do lado de fora, sentados no convés, e eu dentro do barco seguia providenciando. Primeiro problema: alguns de meus fogos sinalizadores venceriam em novembro, um mês depois da regata.
- Não vai dar comandante, o Sr. vai ter que providenciar outros, me disse o oficial.
Troço caro é fumígero, viu! Ok, pendência sanada! Próxima: buzina. Cadê?
Mas tenho apitos, vários!!!
- Não serve, é preciso ter buzina, daquelas manuais.
Pensei: Não tem problema providencio tudo ali mesmo na lojinha que o Vicente Gallo, do Ave Rara, instalou dentro do clube. Só isso?
- Tá, tá liberado comandante, Providencia essas pendências, nos apresenta até as 17 hs de hoje e boa viagem.
Eu tenho que confessar que eu tava doido pra ouvir isso, não por nada, mas porque seria uma obrigação a menos pela frente.
Vamos lá! Agora o pessoal da TV já chegou e estão ali me esperando. Mal pisei em terra pra deixar os oficiais e passei a lista de pendências pra Flavia providenciar, e já estava voltando pro barco com o pessoal da TV Clube. Eram cinegrafista, dois apresentadores de dois programas diferentes, o Artur tigre do “PLUGADO”, e minha já amiga Gardênia Cavalcanti. Além deles a Aline Ramos assessora de imprensa responsável por todo este espaço na imprensa, e quatro telespectadores que ganharam o direito de velejar conosco nesta tarde. Além deles não esqueça: ainda tem eu, o Marquinhos e o Pedro!
Vai caber? Tem que caber! O problema é que eu tinha acabado de fazer a vistoria da Capitania e assumido a capacidade do barco: seis passageiros! Agora eu tinha treze pessoas a bordo!Tudo em nome da divulgação da Vela, afinal é só até ali no Marco Zero do Recife!
Deu tudo certo, e o pessoal simplesmente adorou a experiência. Eu não me canso de me surpreender com a reação das pessoas que velejam conosco pela primeira vez. É realmente um barato!
Bem, agora é descansar, dormir cedo e amanhã – Noronha!
Quem disse?
Assim que eu cheguei em terra encontrei com o JP que foi logo dizendo:
- Você tem uma calça comprida?
- Tenho ali no barco.
- Então corre lá, se troca e vamos comigo numa recepção no Cisne Branco.
- Evento delicioso, muita gente bacana, comida boa, o Cisne, e resultado: Cheguei 01 hora da manhã no hotel!!!!
ZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz........................
Parabéns pra quem teve a brilhante idéia de mudar o horário da regata pra de tarde; assim eu pude dormir até mais tarde. Não esqueça que eu ainda não fiz mercado! Café da manhã reforçado, com o notebook ligado na mesa de olho na meteorologia. Vamos ter vento! Saímos do hotel umas 09:30h levamos toda a bagagem pro barco, e fomos pro mercado. Ainda parei pra comprar uma bateria nova pro barco, pois a velha não tava inspirando muita confiança.
Mercado, clube, arrumação do barco, almoço no japonês dentro do Cabanga, a tal “palhoça”, e vamos nessa relaxar e comer pra enfrentar a regata. Uma em ponto saímos do Clube, porque ainda tinha que pegar nossos dois convidados lá no PIC, que é o outro clube que fica perto do Marco Zero, o Vladimir e o Paulo. Eles estavam no camarote da Petrobrás, se despedindo dos amigos e parentes. Uma e quinze já estávamos lá e eles vieram a bordo.
Às 14 horas partimos, na primeira largada. Genoa 2, e a forra da mestra preparada pra o que aparecesse mais tarde, afinal a previsão é vento, muito vento. Largamos bem e nos mantivemos bem na primeira noite com uma singradura inacreditável de 149 milhas. Eu não esperava! Média de seis nós é bem legal para um barco de aço com apenas 30 pés. Que ótimo!
A primeira baixa foi o Paulo. O Vladimir agüentava firme, e o Mario também, embora um pouco mareados. Já o Wendel não tinha jeito, foi só entrar em mar aberto e enjoou. Sobrou pra mim e pro Marquinhos. Longos turnos de três horas cada um, e muito, mas muito cansaço.
Na segunda noite não houve muita mudança a bordo. O astral era ótimo apesar de o estado de Paulo ter piorado muito e agora ele mal se levantava. Um pouquinho sentado e pronto, vomitava de novo. Não tinha Dramim que segurasse. Foi aí que eu detectei meu primeiro erro. Não verifiquei os agasalhos dos convidados antes do embarque. Chegou lá não eram adequados e passaram muito frio.
Pense em uma situação assim: você está de moto, no vento a 20 quilômetros por hora, é noite, e de vez em quando chove e pára! É assim! Seu corpo vai esfriando devagar, você vai se encolhendo e a cada nova onda que lava o convés você esfria mais, e assim vai. E o que é pior: de 16 horas em diante até umas nove da manhã é isso. Só vai esquentar um pouco perto do meio dia.
O domingo foi passando o vento caiu um pouco, dos vinte, vinte e dois, para quinze, dezoito na rajada, e a vela de proa começou a parecer pequena. Mas se eu trocar e a noite apertar de novo, não terei tripulação pra destrocar. Não tenho enrolador de genoa, é no garruncho, o bote tá na proa, tem pouco espaço, muito mar, vamos continuar assim. Amanhã de dia eu decido se troco pela Genoa 1. Aí é de dia tudo bem, pensei.
Foi acertado. Nunca se sabe o que vai se enfrentar à noite, apesar do céu claro, e nenhum sinal de Pirajá por perto. Foi melhor assim, mas aumentamos um pouquinho o tempo de nossa viagem. Paciência, não se pode ter tudo. A segurança em primeiro lugar, sempre.
Segunda-feira chegou, e a previsão era de chegarmos umas dezessete horas ao Arquipélago. Tomara mesmo, eu adoro chegar de dia, desfrutar o visual, procurar os golfinhos, vai ser ótimo. Mudamos a genoa, o barco melhorou, e seguimos em frente. O Marquinhos atacou a cozinha e com a competência de sempre, tirou de lá um excelente arroz de carreteiro, com tudo que a gente tinha direito. Todo mundo comeu, inclusive o Paulo, depois de eu insistir bastante ele decidiu comer um pouco. Foi a salvação! O cara acordou, ficou alegre, mudou de fisionomia, começou a contar casos, e não demorou fizemos suma aposta pra ver quem veria a ilha primeiro.
Lembrei que em 2005, eu estava a 18 milhas do Arquipélago, e nada! Tinha uma névoa que não deixava a gente ver nada! E foi exatamente assim, só apareceu a 17 milhas, e foi outro evento. É incrível a mudança de astral a bordo com a expectativa da chegada. Até o Wendel melhorou!
Assim que avistamos entrei no rádio e conversamos com “Noronha Rádio”, passamos nossa posição, e tranqüilizamos o pessoal da Petrobras que já estava angustiado por notícias nossas e de nossos convidados. Aproveitei pra descobrir quem tinha vencido o clássico pernambucano Náutico x Sport, porque o Paulo(Náutico) e o Vladimir(Sport), já tinham imaginado toda a sorte de palpites e placares dos mais diversos. A notícia de que o Náutico venceu por 2x0, foi a pá de cal no mal estar do Paulo, que a esta altura até piada contava!
Depois de se passar um ou dois dias a bordo de um barco, tem-se a impressão de que é possível ficar ali pra sempre! Cruzamos a raia 17:51hs, fazendo o percurso em 51 horas e 51 minutos. Pra quem já tinha feito em 15 horas em 2001, no Adrenalina Pura, quando eu era um mero aprendiz de marinheiro, até que piorei bastante a média, né?!
Hoje o objetivo é outro. Estou na regata, mas nem de perto sou um competidor. O barco é pequeno, é de aço, e tem o objetivo claro de proporcionar esta experiência a pessoas que querem viver tudo isso pela primeira vez. Este objetivo foi cumprido. Satisfação total e muita história pra contar quando chegar em casa.
Agora é preparar a volta pra Salvador. Quinta feira que vem a gente começa a voltar. Mas aí...
...aí é outra história.
15:00
Então vamos lá! Voltamos pro Cabanga o mais rápido possível pra atender logo esta exigência da regata, que parece um pouco chata, mas só quando se tem um problema em alto mar é que se dá valor a tudo o que a Capitania dos Portos exige que tenhamos a bordo.
Assim que pisei no Cabanga, já encontrei os oficiais à inha procura. Pegamos o bote e fomos direto pro brco. Por mais seguro que eu me sentia em relação à lista de exigências, sempre tem um detalhe que aparece e é preciso sanar.
No caso do “Adrenalina Pura” por exemplo, o que parecia impossível aconteceu; é que este ano a Marinha passou a exigir um colete Classe 01, que vem equipado com uma lâmpada que acende assim que toma contato com a água. E é um ótimo equipamento. No Adrenalina os coletes são importados, e não só têm a tal lampadinha, como inflam ao contato com a água e têm tecnologia de ponta. A Marinha não aceitava!!!
Pois é; eu também acho. Mas...
Começamos com a relação: eles me pediam, sentados na gaiuta de entrada, porém do lado de fora, sentados no convés, e eu dentro do barco seguia providenciando. Primeiro problema: alguns de meus fogos sinalizadores venceriam em novembro, um mês depois da regata.
- Não vai dar comandante, o Sr. vai ter que providenciar outros, me disse o oficial.
Troço caro é fumígero, viu! Ok, pendência sanada! Próxima: buzina. Cadê?
Mas tenho apitos, vários!!!
- Não serve, é preciso ter buzina, daquelas manuais.
Pensei: Não tem problema providencio tudo ali mesmo na lojinha que o Vicente Gallo, do Ave Rara, instalou dentro do clube. Só isso?
- Tá, tá liberado comandante, Providencia essas pendências, nos apresenta até as 17 hs de hoje e boa viagem.
Eu tenho que confessar que eu tava doido pra ouvir isso, não por nada, mas porque seria uma obrigação a menos pela frente.
Vamos lá! Agora o pessoal da TV já chegou e estão ali me esperando. Mal pisei em terra pra deixar os oficiais e passei a lista de pendências pra Flavia providenciar, e já estava voltando pro barco com o pessoal da TV Clube. Eram cinegrafista, dois apresentadores de dois programas diferentes, o Artur tigre do “PLUGADO”, e minha já amiga Gardênia Cavalcanti. Além deles a Aline Ramos assessora de imprensa responsável por todo este espaço na imprensa, e quatro telespectadores que ganharam o direito de velejar conosco nesta tarde. Além deles não esqueça: ainda tem eu, o Marquinhos e o Pedro!
Vai caber? Tem que caber! O problema é que eu tinha acabado de fazer a vistoria da Capitania e assumido a capacidade do barco: seis passageiros! Agora eu tinha treze pessoas a bordo!Tudo em nome da divulgação da Vela, afinal é só até ali no Marco Zero do Recife!
Deu tudo certo, e o pessoal simplesmente adorou a experiência. Eu não me canso de me surpreender com a reação das pessoas que velejam conosco pela primeira vez. É realmente um barato!
Bem, agora é descansar, dormir cedo e amanhã – Noronha!
Quem disse?
Assim que eu cheguei em terra encontrei com o JP que foi logo dizendo:
- Você tem uma calça comprida?
- Tenho ali no barco.
- Então corre lá, se troca e vamos comigo numa recepção no Cisne Branco.
- Evento delicioso, muita gente bacana, comida boa, o Cisne, e resultado: Cheguei 01 hora da manhã no hotel!!!!
ZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz........................
Parabéns pra quem teve a brilhante idéia de mudar o horário da regata pra de tarde; assim eu pude dormir até mais tarde. Não esqueça que eu ainda não fiz mercado! Café da manhã reforçado, com o notebook ligado na mesa de olho na meteorologia. Vamos ter vento! Saímos do hotel umas 09:30h levamos toda a bagagem pro barco, e fomos pro mercado. Ainda parei pra comprar uma bateria nova pro barco, pois a velha não tava inspirando muita confiança.
Mercado, clube, arrumação do barco, almoço no japonês dentro do Cabanga, a tal “palhoça”, e vamos nessa relaxar e comer pra enfrentar a regata. Uma em ponto saímos do Clube, porque ainda tinha que pegar nossos dois convidados lá no PIC, que é o outro clube que fica perto do Marco Zero, o Vladimir e o Paulo. Eles estavam no camarote da Petrobrás, se despedindo dos amigos e parentes. Uma e quinze já estávamos lá e eles vieram a bordo.
Às 14 horas partimos, na primeira largada. Genoa 2, e a forra da mestra preparada pra o que aparecesse mais tarde, afinal a previsão é vento, muito vento. Largamos bem e nos mantivemos bem na primeira noite com uma singradura inacreditável de 149 milhas. Eu não esperava! Média de seis nós é bem legal para um barco de aço com apenas 30 pés. Que ótimo!
A primeira baixa foi o Paulo. O Vladimir agüentava firme, e o Mario também, embora um pouco mareados. Já o Wendel não tinha jeito, foi só entrar em mar aberto e enjoou. Sobrou pra mim e pro Marquinhos. Longos turnos de três horas cada um, e muito, mas muito cansaço.
Na segunda noite não houve muita mudança a bordo. O astral era ótimo apesar de o estado de Paulo ter piorado muito e agora ele mal se levantava. Um pouquinho sentado e pronto, vomitava de novo. Não tinha Dramim que segurasse. Foi aí que eu detectei meu primeiro erro. Não verifiquei os agasalhos dos convidados antes do embarque. Chegou lá não eram adequados e passaram muito frio.
Pense em uma situação assim: você está de moto, no vento a 20 quilômetros por hora, é noite, e de vez em quando chove e pára! É assim! Seu corpo vai esfriando devagar, você vai se encolhendo e a cada nova onda que lava o convés você esfria mais, e assim vai. E o que é pior: de 16 horas em diante até umas nove da manhã é isso. Só vai esquentar um pouco perto do meio dia.
O domingo foi passando o vento caiu um pouco, dos vinte, vinte e dois, para quinze, dezoito na rajada, e a vela de proa começou a parecer pequena. Mas se eu trocar e a noite apertar de novo, não terei tripulação pra destrocar. Não tenho enrolador de genoa, é no garruncho, o bote tá na proa, tem pouco espaço, muito mar, vamos continuar assim. Amanhã de dia eu decido se troco pela Genoa 1. Aí é de dia tudo bem, pensei.
Foi acertado. Nunca se sabe o que vai se enfrentar à noite, apesar do céu claro, e nenhum sinal de Pirajá por perto. Foi melhor assim, mas aumentamos um pouquinho o tempo de nossa viagem. Paciência, não se pode ter tudo. A segurança em primeiro lugar, sempre.
Segunda-feira chegou, e a previsão era de chegarmos umas dezessete horas ao Arquipélago. Tomara mesmo, eu adoro chegar de dia, desfrutar o visual, procurar os golfinhos, vai ser ótimo. Mudamos a genoa, o barco melhorou, e seguimos em frente. O Marquinhos atacou a cozinha e com a competência de sempre, tirou de lá um excelente arroz de carreteiro, com tudo que a gente tinha direito. Todo mundo comeu, inclusive o Paulo, depois de eu insistir bastante ele decidiu comer um pouco. Foi a salvação! O cara acordou, ficou alegre, mudou de fisionomia, começou a contar casos, e não demorou fizemos suma aposta pra ver quem veria a ilha primeiro.
Lembrei que em 2005, eu estava a 18 milhas do Arquipélago, e nada! Tinha uma névoa que não deixava a gente ver nada! E foi exatamente assim, só apareceu a 17 milhas, e foi outro evento. É incrível a mudança de astral a bordo com a expectativa da chegada. Até o Wendel melhorou!
Assim que avistamos entrei no rádio e conversamos com “Noronha Rádio”, passamos nossa posição, e tranqüilizamos o pessoal da Petrobras que já estava angustiado por notícias nossas e de nossos convidados. Aproveitei pra descobrir quem tinha vencido o clássico pernambucano Náutico x Sport, porque o Paulo(Náutico) e o Vladimir(Sport), já tinham imaginado toda a sorte de palpites e placares dos mais diversos. A notícia de que o Náutico venceu por 2x0, foi a pá de cal no mal estar do Paulo, que a esta altura até piada contava!
Depois de se passar um ou dois dias a bordo de um barco, tem-se a impressão de que é possível ficar ali pra sempre! Cruzamos a raia 17:51hs, fazendo o percurso em 51 horas e 51 minutos. Pra quem já tinha feito em 15 horas em 2001, no Adrenalina Pura, quando eu era um mero aprendiz de marinheiro, até que piorei bastante a média, né?!
Hoje o objetivo é outro. Estou na regata, mas nem de perto sou um competidor. O barco é pequeno, é de aço, e tem o objetivo claro de proporcionar esta experiência a pessoas que querem viver tudo isso pela primeira vez. Este objetivo foi cumprido. Satisfação total e muita história pra contar quando chegar em casa.
Agora é preparar a volta pra Salvador. Quinta feira que vem a gente começa a voltar. Mas aí...
...aí é outra história.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Salvador na rota das regatas internacionais
Está aberta a temporada de regatas internacionais que Salvador já começou a receber neste mês de outubro. A primeira delas foi a regata de volta ao mundo Clipper Race, que saiu de Liverpool, em setembro, fazendo uma parada na França e a mais recente na Baía de Todos os Santos. A bordo de barcos de 68 pés uma tripulação de inicinates é coordenada por apenas um velejador experiente, e em cerca de 10 meses eles percorrem o mundo fazendo escalas em 14 países dos cinco continentes. Muita água pela frente antes que eles retornem à Inglaterra e percorram nada menos que 65 mil quilômetros! A partida rumo à África do Sul aconteceu hoje (24) ao meio dia.
Mal os velejadores da Clipper se preparavam para zarpar das nossas águas quentes e calmas e olha mais um "barquinho" estrangeiro chegando! Dessa vez foi o Yves Le Blevec, que aportou na tarde do último dia 23 em Salvador. De onde ele veio? Da França; mais precisamente da cidade de La Rochelle onde ele e mais OITENTA E OITO "barquinhos" como o dele rumavam a Salvador! É... Quatro mil e duzentas milhas ou mais ou menos 7400 quilômetros a bordo e em solitário no meio do Atlântico! Tudo para aportar aqui!
Em novembro é a vez deles! Sim, da Fórmula 1 da vela mundial, a Transat Jacques Vabre, que também sairá de La Rochelle, trazendo monocascos, catamarãs e TRIMARÃS de 40, 50 e 60 pés para a Bahia. Adrenalina Pura! Literalmente! Em dezembro tem ainda o Rally Iles du Soleil, que sai das Ilhas Canárias, na Espanha, pára no Senegal, em Salvador, Fernando de Noronha, João Pessoa e Amazônia, fechando essa grande temporada internacional onde a Bahia, mais uma vez é "bóia" e destino da vela mundial!
Allez!
Mal os velejadores da Clipper se preparavam para zarpar das nossas águas quentes e calmas e olha mais um "barquinho" estrangeiro chegando! Dessa vez foi o Yves Le Blevec, que aportou na tarde do último dia 23 em Salvador. De onde ele veio? Da França; mais precisamente da cidade de La Rochelle onde ele e mais OITENTA E OITO "barquinhos" como o dele rumavam a Salvador! É... Quatro mil e duzentas milhas ou mais ou menos 7400 quilômetros a bordo e em solitário no meio do Atlântico! Tudo para aportar aqui!
Em novembro é a vez deles! Sim, da Fórmula 1 da vela mundial, a Transat Jacques Vabre, que também sairá de La Rochelle, trazendo monocascos, catamarãs e TRIMARÃS de 40, 50 e 60 pés para a Bahia. Adrenalina Pura! Literalmente! Em dezembro tem ainda o Rally Iles du Soleil, que sai das Ilhas Canárias, na Espanha, pára no Senegal, em Salvador, Fernando de Noronha, João Pessoa e Amazônia, fechando essa grande temporada internacional onde a Bahia, mais uma vez é "bóia" e destino da vela mundial!
Allez!
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Da Espanha ao Brasil velejando. Vou te contar como foi. Se liga no Blog, que a partir de hoje volta a ser atualizado
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TV Denis Peres.
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